Alcoolismo: a doença passo a passo


A partir desta postagem, escreverei alguns artigos sobre alcoolismo, doença que vitima tantas pessoas, tantas famílias!

Doença! Sim, a primeira coisa que deve ser dita sobre o alcoolismo é isto. E quem diz isto não sou eu apenas. É a Organização Mundial da Saúde (O.M.S.), a qual, no ano de 1967, na 8a conferência Mundial de Saúde, incluiu o alcoolismo na Classificação Internacional das Doenças (CID-8). Atualmente, a vigente CID-10 traz em seu Capítulo V (F-10 a F-19) a descrição das Desordens Mentais e Comportamentais Devidas ao Uso do Álcool, em inglês: mental and behavioural disorders due to use of alcohol .

Isto é muito importante que se diga porque muitas pessoas associam o alcoolismo como falta de responsabilidade, opção livre da pessoa, como se alguém pudesse escolher livremente ser alcoólatra! Então, são ditas aquelas frases típicas: "Isto é sem-vergonhice, falta de responsabilidade!", "Isto é mau-caratismo, vagabundagem!"

Infelizmente, a ignorância (o desconhecimento) leva ao preconceito, atitude que não ajuda o doente, o adicto de álcool, tampouco os familiares deste.

Então, qual a causa do alcoolismo ? Diversos fatores são decisivos para esta adicção (ou adição, termo correto para se referir ao alcoolismo, segundo a O.M.S.). Como uma doença eminentemente da alma (não existe e ninguém pega o "vírus" do alcoolismo!), esta adicção tem uma natureza psíquica, além de física e espiritual. Assim, como doença psíquica deve ser admitido e tratado. Todavia, não se conhecem as causas específicas do alcoolismo. Alguns atribuem sua causa a fatores genéticos (um gene presente em algum ancestral (pai, avô, bisavô etc.) seria o responsável pela doença). Outros afirmam que é uma doença de origem comportamental, que se adquire "vivendo", através da influência da educação dos pais, dos problemas vividos com eles, da interação com os amigos, dos traumas etc. Por fim, há pessoas que veem uma causa espiritual para o alcoolismo.

Na verdade, cada vez mais se percebe a tendência de conjugar todos esses fatores como geradores do alcoolismo. Por isto, não se pode tratar simploriamente algo tão complexo.

De início, qualquer tratamento só pode ser iniciado quando o adicto de álcool se reconhece doente. Isto é fundamental! Não adianta o familiar "passar na cara" que a pessoa tem problema com álcool, que deve parar de beber, que precisa "criar juízo", que necessita assumir sua responsabilidade! Não! Somente quando o próprio alcoólatra reconhece-se portador de uma doença, ele pode iniciar o tratamento. Ele ou ela! Ninguém pode tratar o alcoólatra! Ninguém é responsável por ele ou ela parar de beber! Isto também é muito importante que se diga porque os familiares de uma pessoa alcoólatra desenvolvem também uma codependência afetiva em relação ao doente. Acham-se culpados quando o alcoólatra bebe. Frases do tipo: "Ele só foi beber porque fui grosseira com ele!" ou "Ele bebe porque também esses amigos de bar não o deixam em paz!" são grandes falácias, não condizem com a realidade da doença. Ele foi beber porque ele é doente! Se chover, ele pode dizer que bebe para "esquentar"! Se faz calor, é para "refrescar"! E por aí vai. Mas o doente bebe porque é alcoólatra, porque é portador da doença do alcoolismo e nada mais!

É próprio da personalidade alcoólatra gerar no outro, sobretudo nos seus familiares, o sentimento de culpa, para que ele ou ela continue a não assumir a própria doença. O doente também, quando não aceita sua condição, atribui sua compulsão pela bebida a diversos fatores. Engana-se de várias formas. Quando as consequências tornam-se mais graves, troca de bebida, muda de bar, faz paradas forçadas por alguns dias, promete aos outros e a si mesmo que não vai mais beber tanto, ou mesmo que vai deixar de beber. Com o tempo, recai. Vem o sentimento de culpa, e assim a doença vai se tornando mais séria.

Sim, a doença progride! Por isto, é importante reconhecê-la e tratá-la logo. E como reconhecê-la ? O que leva alguém a admitir-se dependente do álcool ? Para muitos alcoólatras foi o chamado "fundo de poço" que os ajudou na admissão da doença. Mais uma vez, os familiares, infelizmente, não ajudam o doente. É típico ver esposas indo buscar seus maridos no bar; mães tentando "trancar" filhos alcoólatras, maiores de idade, em casa; filhos pedindo aos seus pais que parem de beber. Obviamente, a dor dos familiares é grande, somada ao estigma social do alcoolismo, que gera nessas pessoas muita vergonha e medo, além do devastador sofrimento. Assim devem ser vistas essas atitudes, na misericórdia de Deus. Todavia, mais uma vez, é bom dizer: alcoolismo é uma doença! Nada do que um familiar faça ou deixe de fazer, exceto a oração para que o doente se reconheça assim, pode ajudar o alcoólatra.

Aliás, é difícil o que vou dizer para quem vive esta realidade na sua família, mas é a verdade: deve-se deixar o alcoólatra no bar, onde ele estiver, sem querer interferir quando ele toma aquele "porre", porque, somente assim, existe a possibilidade do doente ver-se doente, do dependente admitir que precisa de ajuda terapêutica. Quantas vezes a esposa, a mãe, o pai ou o filho foi buscar o familiar alcoólatra no bar e isto não resolveu nada, e ele ou ela continua a beber ?

Uma das características mais fortes da doença do alcoolismo é a autopiedade. O alcoólatra é uma pessoa que sente pena de si mesmo e quer e consegue gerar constantemente este sentimento naquelas pessoas que o cercam. Requer a todo tempo máxima atenção, não quer resolver nada sozinho. Aliás, cria situações para que os outros resolvam, como buscá-lo num bar após uma bebedeira, como eu disse antes. Compactuar com tal situação só distancia o doente do início do tratamento, porque sua mente alcoólica pensa, mesmo que inconscientemente, assim: "Posso fazer sempre isto, porque sempre alguém resolve para mim!" E ele ou ela continua bebendo!

É fácil deixar o esposo ou a esposa no bar ? É fácil não dar atenção ao filho que chegou alcoolizado de manhã ? É fácil ver o pai ou a mãe com bebida escondida em todo canto da casa e não dizer nada ? Claro que não! Mas tentar resolver o problema, achando-se responsável por ele ou por ela não adianta!

Como eu disse, somente a oração de intercessão para que o doente se reconheça como tal pode dar frutos.

Também não se deve pensar que o fato de deixar o alcoólatra no bar ou não falar nada quando ele ou ela chega embriagado em casa seria falta de caridade. Não! O amor não é somente sim! É não também! Este "não" vai se constituir num silêncio, na vivência da graça da paciência histórica, no total abandono e confiança em Deus, o único que pode derramar sobre o alcoólatra a graça de admitir que é doente e que precisa de ajuda.

Nos próximos artigos, falarei mais sobre este tema, sobre como reconhecer a doença, as formas de tratamento do alcoolismo, sobre como a família também deve se tratar. Para isto, é importante que você comente este artigo, faça perguntas, interaja comigo, para que Deus cada vez mais faça brilhar sua luz sobre aquilo que são trevas.

Shalom!

Álvaro Amorim.

Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

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20 Comentários:

ana maura b maciel comentou:

MEU IRMÃO, BENDITO SEJA DEUS PELA SANTA ISNPIRAÇÃO DE ESCREVER SOBRE TEMA TÃO PRESENTE EM NOSSAS VIDAS E TÃO DESAFIANTE, POIS É MUITO COMUM TERMOS OVELHAS E PARENTES ENVOLVIDOS COM ESSA MOLÉSTIA! SHALOM!

Álvaro Amorim comentou:

Querida Maura,
Intercedamos por todos aqueles que sofrem esta doença!
Deus a abençoe sempre!
Shalom!
Álvaro Amorim.

Daiane comentou:

A paz...
É verdade que a maior dificuldade é o justamente esse reconhecimento da doença, pois todos acham que têm auto-controle e conseguem parar quando quiser, mas quando tentam podem perceber que não é bem assim, e mesmo assim continuam com o mesmo pensamento e vão adiando a cada dia essa decisão e a cada dia fica mais difícil. É importante lembrar que existe um órgão muito conhecido (Alcólicos Anônimos) e que as pessoas com esse problema não devem ter vergonha de procurar, primeiro porque ninguém precisa saber que você está indo buscar essa ajuda (o preconceito por parte do próprio doente também dificulta demais), segundo que todas as pessoas que estão lá sofrem o mesmo problema e estão ali para se ajudarem. Conheço pessoas que conseguiram parar de beber e até têm uma confiança e controle que sai com pessoas que bebem mas não passa do refrigerante, isso é uma grande graça de Deus pois só Ele dá forças e a disposição da pessoa que faz a sua parte para que Deus faça a Dele.
Vamos colocar esses nossos irmãos nas nossas orações.
Agora uma dúvida minha: Uma pessoa cristã, que realmente deseja fazer a vontade de Deus, e que bebe socialmente fora ou em casa com a família sem excessos, será que essa pessoa está sendo menos fiel?

Deus abençoe

Shalom

Álvaro Amorim comentou:

Querida Daiane,
Nos próximos artigos, falarei também sobre as experiências dos Alcoólicos Anônimos.
Sobre beber com temperança e moderação, não há problema. Jesus, como todo judeu, bebia. No caso, o vinho, bebida usada nas celebrações e festas judaicas. Veja esta passagem bíblica: "O Filho do Homem vem, come e bebe, e dizem: É um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos devassos. Mas a sabedoria foi justificada por seus filhos." (Mt 11, 19). Agora, quem tem a doença do alcoolismo, jamais consegue beber moderadamente. Tratarei deste assunto no próximo artigo.
Shalom!
Álvaro Amorim.

Letícia comentou:

Meu irmão que artigo hein! Ô benção!!!
Bom, queria partilhar um pequeno testemunho e tinhar uma duvida.
Eu nunca fui alcoólatra, mas gostava de beber uma cervejinha de vez em quando, mas aos poucos fui perdendo gosto, o interesse, e um dia "do nada" eu rejeitei, foi num dia antes do meu Seminário de Vida no Espirito Santo, meu irmão me convidou pra tomar uma cervejinha com ele, até fui, mas eu me senti super mal, parecia que aquilo não fazia mais sentindo, e pude sentir fortemente o Espirito Santo agindo em mim, senti mesmo na pele, por que foi impressionante a mudança, as pessoas mais próximas também sentiram e perceberam. Foi uma cura, por que mesmo não sendo alcoólatra, a bebida por diversas vezes nao foi benfica, e minha Mainha sempre me dizia pra não beber, eu não obedecia e dizia que não fazia mal,mas feria minha mãe, no entanto ela como mulher santa que é, agil silencioamente com suas orações, e quando eu disse pra ela que não bebia mais nada, e que tinha certeza de que era obra de Deus em minha vida e que o Espirito Santo tinha agindo e mim, Ave Maria, minha Mainha ficou imensamente feliz, e só disse assim; O Senhor ouviu minhas preces minha filha! E eu só pude agradecê-la por rezar por mim.
Olhe que eu não bebia muito viu, era socialissimo, mas mesmo assim depois vi que não era legal, também por que ja vi muitas pessoas próximas terem suas vidas prejudicadas, e em alguns casos destruidas pelo alcoolismo.
Mas uma coisa eu digo, Deus é fiel, fidelíssimo, só precisamos sermos fieis assim como Ele é conosco!

Duvida: Tem algum problema tomar champanhe e cerveja sem alcool, ou isso pode ser prejucial na caminhada?

Que Deus o abençõe, e obrigado por nos ajudar!

Shalom!!!

Álvaro Amorim comentou:

Querida Letícia,
Realmente, foi graça do Espírito Santo, preparando-a para a efusão maravilhosa que ele realizou na sua vida naquele domingo (guarde a data para comemorar o novo aniversário em Deus! A minha é o dia 20 de agosto de 2000!).
Olha, sobre beber moderadamente, não tem problema. O próprio Jesus bebia vinho, como costume judaico. Veja esta passagem bíblica: “O Filho do Homem vem, come e bebe, e dizem: É um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos devassos. Mas a sabedoria foi justificada por seus filhos.” (Mt 11, 19). Agora, quem tem a doença do alcoolismo jamais consegue beber moderadamente. Por isto, é bom parar.
Shalom!
Álvaro Amorim.

victor matheus evangelist de oliveira comentou:

olá, alvaro! tenho apenas 12 anos mas acompanho e gosto muito de seu programa.

Álvaro Amorim comentou:

Olá, Victor!
Que bom que, desde cedo, você caminha na Verdade! Persevere sempre, amigo!
Deus o abençoe!
Shalom!
Álvaro Amorim.

claudia dias comentou:

o alcool e muito grave

Álvaro Amorim comentou:

Cara Cláudia,
Mais grave é a doença do alcoolismo, que precisa ser reconhecida, acolhida e tratada a cada dia, com a graça de Deus.
Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

Renata Bomfim comentou:

Obrigada pelo seu artigo , Li e gostei muito. Realmente é muito dificil para o familiar lidar com isso.Me marido é alcoólatra e não quer se tratar , são 22:43 nesse momento e até agora ele ainda está no bar , e somente vem para casa quando o bar fecha.
Não adianta eu falar , as vezes eu acho que ele não vai se coscientizar nunca , que tudo é muito comodo para ele , ele sai bebe e ninguem fala nada , no caso eu não falo nada.
Estou adoecendo com isso , me sinto deprimida ,não sei mais o que fazer , tenho o bebe de 1 ano e meio , amo meu marido mais não estou aguentando mais essas saidas , estou pensando em me separar.Acho que cheguei ao meu limite.

Álvaro Amorim comentou:

Querida Renata,
Inicialmente, quero lhe dizer que o alcoolismo é uma doença, a qual atinge diretamente o alcoolista (alcoólatra) e indiretamente os familiares. Sim! Os familiares também são doentes. Por isto, sem nenhum compromisso, recomendo que você visite uma sala de A.A. e procure se informar sobre o ALANON (reuniões para os familiares e amigos de alcoolistas). Vá sem medo, pois Deus quer fazer uma grande obra, não começando pelo seu marido, mas por você.
Estou intercedendo por você, para que o Espírito lhe dê coragem e determinação.
Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

keti comentou:

Oi boa noite, quero deixar claro que a partir de agora eu não acredito mais em recuperação de alcoolatra, acredito sim em um milagre de Deus e não mais no adicto, não conheço nenhum que conseguiu ficar bem sem o alcool, até para uns dias até meses mas volta pior, meu marido é um, depois de muito trabalho ele ficou sobrio quase dois anos internei novamente e ele ficou 5 dias assinou a alta e não quiz se tratar, vou me separar agora depois de 20 anos de sofrimento preciso viver com meus filhos adolescente.

Álvaro Amorim comentou:

Cara irmã,
Compreendo sua dor. Ela não é em vão para Deus! Todavia, posso dizer a você que conheço vários alcoólatras que vivem na sobriedade há vários anos, que colhem a graça de Deus a cada dia para se manterem sóbrios e reconstruírem sua vida. Eles e elas encontraram no A.A., em outros grupos de auto-ajuda, na vivência da fé diária motivos para viver, para sair da lama, para evitar, a cada dia, o primeiro gole. Vivem a Palavra do Senhor, que diz: "Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!" (II Cor 5, 17). Peço a Deus que a leva a simplesmente uma coisa nesse momento de profunda dor: amar! Nada mais é a solução, nada adianta. Só amar! Oro por você, pedindo àquela que sempre amou, Maria Santíssima, que interceda junto a Jesus por você e por sua família.
Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

Tammy comentou:

Oi Bom dia...
Agradeço pelo artigo, no qual identifiquei a dor que sinto..
Eu estou no meu limite, não entendo como se pode jogar a felicidade fora e não reconhecer isto..meu marido e alcoolatra e eu sou totalmente desequilibrada para ajudar, eu brigo, grito, mando ele embora, choro, me desespero, faço escandalo...estou no meu LIMITE e no mais profundo desespero...quero me separar, mesmo amando, pois estou deixando de viver a melhor parte da minha vida...tenho uma filha de 1 ano e 11 meses que depende totalmente de mim...vivo só, mesmo ele estando presente....preciso de equilibrio ate p eu viver...

Álvaro Amorim comentou:

Querida Tammy,
Só a pessoa que passa uma dor como a sua sabe que somente palavras não adiantam nada! Por isto, eu rezo agora por você, mesmo sem conhecê-la, mesmo sem ter a mínima noção de quem você é. Mas eu tenho noção muito bem da dor que você vive! Também por isto posso dizer que o Amor é a única resposta ao que não tem resposta, é o único capaz de dar sentido àquilo que é absurdo! Eu convido você a ler um texto que tem me ajudado muito nessas horas. Mas a leitura deve ser um pouco diferente. Nós devemos ler este texto trazendo sua mensagem para a dor que vivemos hoje, não como vítimas dessa dor, porque aí não adianta nada, mas como sujeitos, agentes, responsáveis, senhores e senhoras de nós mesmos, da nossa própria história, não condicionados ou determinados pela dor que tenta tanto nos matar! Vamos lá ?
"O Amor é paciente, o Amor é bondoso. Não tem inveja. O Amor não é orgulhoso. Não é arrogante.
Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O Amor jamais acabará."
(I Cor 13, 4-8a).
Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

Sarah comentou:

Achei esse site casualmente!!Aqui vemos muitos depoimentos de Co-dependentes, estou aqui pra falar como uma dependente do álcool.A príncipio vou me identificar como Sarah, tenho 26 anos e sofro com a doença há 6 anos.Hj estou em tratamento, porém por muito pouco não destrui aquilo que eu tinha de melhor em minha vida.Não bebia todos os dias, mas nas eventuais oportunidades bebia tudo o que podia.Bebia pra comemorar,pra desabafar, pra conversar, pra dormir, pra sociabilizar, pra ficar "alegrinha"..enfim..Esse tipo de DOENTE é muito mais dificil de se aceitar, pq dentro da sociedade é visto como um bebedor de ocasião,bebedor social,mero engano, é tão doente e necessita de ajuda assim como aqueles que bebem todos os dias.E ainda para piorar os apontamentos sobre mim,sou psicologa e carrego duplamente a responsabilidade já que cabe de como profissional estudar o comportamento humano, analisar e ajudar as pessoas.
O consumo do álcool assim como o de qq droga é uma compulsão, e dentro da psicologia a compulsão é explicada como a busca de algo que não se tem...ou seja...aquele q tem pré-disposição só precisa de um motivo para se render ao vício.Por isso é importante como diz o sábio Alvaro, que o co-doente se concientize e isso só acontece..QUANDO ACONTECE.Parte do doente a iniciativa de se tratar e se ajudar e nesse momento sim, é a hora de todos ao seu redor apoiarem com amor.
Eu, me concientizei dps que cheguei ao absurdo de agredir aos meus familiares, esses que apesar de tudo,não desistiram de mim,foi qdo definitivamente não quis mais consumir, busquei me tornar alguém melhor e estou buscando isso a cada dia...não digo que é facil,mas é um processo muito benefíco..Pq posso me sociabilizar tomando suco,e melhor, chegar em casa da maneira que sai, podendo amar aos outros e fazer sempre por eles o que gostaria que fizessem por mim...
O mais importante aqui é pensar naquele "bêbado", !"alcoolatra", "irresponsável", como um ser humano que é doente e que precisa de ajuda, tolerância e amor...Siga o exemplo de Cristo, que diante a tanto sofrimento que lhe acarretava disse: senhor, perdoe-os, eles não sabem o que fazem...existe maior prova de amor??Enfim..que DEUS esteja no coração de cada um de vcs...e abençoe suas vidas.
obrigada pela oportunidade.
Parabéns pelo tópico!!!

abraços, paciência e MUITO AMOR.

Álvaro Amorim comentou:

Querida Sarah,
Muito obrigado por sua partilha de VIDA! Muito obrigado pelo seu sim à VIDA, todo dia, a cada 24h! Muito obrigado por você escolher a VIDA e não a fácil morte!
Que Deus, que lhe deu a consciência da VIDA, gere sempre o AMOR através de você em muitos!
Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

Cleuza Maria comentou:

Meu marido começou a beber aos 15 anos tem agora 67 não tem muita vontade de comer perdeu o apetite,mais não larga de beber e não reconhece que ele está se acabando já está comprometido neuropatia alcoólicas e enfisema pulmonar mais não faz nem um tratamento do quer beber se senti bem o que pode acontecer com ele daqui pra frente

Álvaro Amorim comentou:

Cara Cleuza,
Primeiramente, você mesma procure um grupo de A. A. para entender a doença do seu marido.
Ore a Deus pedindo que o faça admitir que é portador da doença do alcoolismo.
Depois, peça a alguém do grupo de A. A. que o aborde e o convide a uma reunião.
Tenha fé concreta!
Oro por vocês dois.
Deus a abençoe sempre!
Álvaro Amorim.

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