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Papa Francisco fala sobre temas polêmicos

Você quer saber o que pensa o Papa Francisco sobre temas polêmicos ?
Clique aqui e assista à entrevista que ele concedeu ao repórter Gerson Camarotti, da Globo News.
Deus abençoe você! Álvaro Amorim.
Imagem: http://www.blogdoconsa.com/2013/04/a-gargalhada-do-papa.html. 
Nas citações desta obra ou de parte dela, inclua obrigatoriamente: Autor: Álvaro Amorim, em http://anunciodaverdade.blogspot.com

Fernão Capelo Gaivota

Diante do novo de Deus em minha vida, diante do novo do Espírito na Igreja, com a eleição de Francisco, a quem dedico este post, reproduzo um trecho de um livro que ficou em minh´alma e que emerge forte agora: "Fernão Capelo Gaivota", do aviador Richard Bach.

"Era de manhã e o novo Sol cintilava nas rugas de um mar calmo.
A dois quilômetros da costa, um barco de pesca acariciava a água. Subitamente, os gritos do Bando da Alimentação relampejaram no ar e despertaram um bando de mil gaivotas, que se lançou precipitadamente na luta pelos pedacinhos de comida. Amanhecia um novo dia de trabalho.
Mas lá ao fundo, sozinho, longe do barco e da costa, Fernão Capelo Gaivota treinava. A trinta metros da superfície azul brilhante, baixou os seus pés com membranas, levantou o bico e tentou a todo custo manter suas asas numa dolorosa curva. A curva fazia com que voasse devagar, e então sua velocidade diminuiu até que o vento não fosse mais que um ligeiro sopro, e o oceano com que tivesse parado, abaixo dele. Cerrou os olhos para se concentrar melhor, susteve a respiração e forçou... só... mais... um... centímetro... de... curva... Mas as penas levantaram-se em turbilhão, atrapalhou-se e caiu.
Como se sabe, as gaivotas nunca se atrapalham, nunca caem. Atrapalhar-se no ar é para elas desgraça e desonra.
Mas Fernão Capelo Gaivota — sem se envergonhar, abrindo outra vez as asas naquela trêmula e difícil curva, parando, parando... e atrapalhando-se outra vez! — não era um pássaro vulgar.
A maior parte das gaivotas não se preocupa em aprender mais do que os simples fatos do voo — como ir da costa à comida e voltar. Para a maioria, o importante não é voar, mas comer. Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar. Antes de tudo o mais, Fernão Capelo Gaivota adorava voar.
Esta maneira de pensar não o popularizava entre os outros pássaros, como veio a descobrir. Até os próprios pais se sentiam desanimados ao vê-lo passar dias inteiros fazendo centenas de voos rasantes, sozinho.
Ele não sabia por que, por exemplo, quando voava sobre a água a uma altitude menor que a metade do comprimento das suas asas aberta, podia manter-se no ar mais tempo, com menos esforço. Esses voos rasantes não terminavam com a habitual amaragem de pés hirtos que feriam a água. Ele amarava de mansinho, os pés apertados contra o corpo, deixando apenas um rasto borbulhante. Quando começou a treinar as aterragens deslizantes na praia, e a contar em passos o comprimento do rasto na areia, os pais começaram a ficar deveras desanimados.
— Por quê, Fernão, POR QUÊ? — perguntava-lhe a mãe. — Por que é que lhe custa tanto ser como o resto do bando? Por que você não deixa os voos baixos para os pelicanos, para o albatroz? Por que não come? Filho, você está que é só pena e osso!
— Não me importo de estar só pena e osso, mãe. Eu só quero saber o que posso fazer no ar e o que não posso, é tudo. Só quero saber isso.
— Escute, Fernão — disse-lhe o pai com bondade. — O inverno não está longe.
Haverá poucos barcos e o peixe da superfície irá para zonas mais profundas. Se você tem necessidade de estudar, então estude o alimento e como consegui-lo. Esta história dos voos está muito certa, mas você tem de pensar que não pode comer um voo rasante. Não esqueça que a razão por que você voa é comer.
Fernão baixou a cabeça, obediente. Nos dias seguintes tentou comportar-se como as outras gaivotas; tentou de fato, gritando e lutando como o resto do bando, em volta dos pontões e dos barcos de pesca, mergulhando sobre restos de peixe e de pão. Mas não conseguiu.
"Não faz sentido", pensava ele largando deliberadamente uma anchova suculenta, que lhe custara bastante a ganhar, aos pés de uma velha gaivota esfomeada que o acossava. "Não faz sentido... Eu podia ganhar todo este tempo aprendendo a voar. Há tanto que aprender!"
Não tardou muito que Fernão Gaivota voltasse a pairar no céu, sozinho, longínquo, esfomeado, feliz, aprendendo.
O tema era a velocidade. Ao cabo de uma semana de prática, conseguira aprender mais sobre velocidade do que a gaivota viva mais rápida.
A trezentos metros de altura, batendo as asas com toda a força de que era capaz, lançou-se numa vertiginosa picada direta às ondas e aprendeu por que razão as gaivotas não fazem vertiginosos mergulhos picados. Em escassos seis segundos passou a mover-se a cento e vinte quilômetros por hora, velocidade que desequilibra a asa no arranque para a subida.
Vez após vez sucedeu o mesmo. Por mais cuidadoso que fosse, trabalhando até o limite da sua capacidade, perdia o controle em alta velocidade.
Subir a trezentos metros, dando primeiro tudo em frente; depois, dobrar o corpo e cair em mergulho vertical. Mas, sempre que tentava subir outra vez, a asa esquerda atrapalhava-se e fazia-o rolar violentamente para a esquerda. Ao tentar recuperar, era a asa direita que se atrapalhava, e então tremeleava como as chamas, num selvático movimento desordenado de parafuso, girando para a direita.
Não conseguiu ser suficientemente cuidadoso naquele arranque. Dez vezes tentou e dez vezes alcançou os cento e vinte quilômetros por hora, acabando sempre numa agitada massa de penas descontroladas que ia esmagar-se na água.
"A chave", pensou por fim, "deve estar em manter as asas paradas nas grandes velocidades — batê-las até chegar aos cento e vinte e depois pará-las."
Tentou outra vez a seiscentos metros, lançando-se no mergulho com o bico espetado, as asas bem abertas e firmes a partir do momento em que ultrapassou os cento e vinte quilômetros por hora. Precisou de uma força tremenda, mas deu resultado. Em dez segundos transformou-se numa mancha no céu, a cento e trinta quilômetros por hora.
Fernão acabava de estabelecer um recorde mundial de velocidade para gaivota!
Mas a vitória durou pouco. No instante em que tentou a horizontal, no instante em que modificou o ângulo das asas, projetou-se outra vez naquele terrível desastre descontrolado, e, a cento e trinta quilômetros, foi como se tivesse sido atingido por dinamite. Fernão Gaivota explodiu a meia altura e esmagou-se num mar duro como tijolo.
Quando voltou a si, a noite já era velha. Flutuava à superfície negra do oceano, encharcado em luar. As asas eram enormes e esfarrapadas barras de chumbo, mas o fracasso pesava-lhe ainda mais nas costas. Desfalecido, desejou que o peso fosse bastante para o arrastar docemente até o fundo, e acabar com tudo.
Ao afundar-se na água, uma estranha voz cavernosa soou dentro dele. "Não há nada a fazer. Sou uma gaivota. A minha natureza limita-me. Se estivesse destinado a aprender tanto acerca do voo, teria mapas em vez de miolos. Se estivesse destinado a voar a altas velocidades, teria asas curtas como o falcão e viveria de ratos em vez de peixes. O meu pai tem razão. Devo esquecer esta loucura. Devo regressar ao seio do bando e contentar-me com o que sou, uma pobre e limitada gaivota."
A noite sumiu-se, e Fernão acordou. Uma gaivota passa a noite em terra... A partir desse momento, jurou tornar-se uma gaivota normal. Seriam todos felizes.
Morto de cansaço, arrancou-se da água densa e voou para terra, grato pelo que aprendera: a forma de poupar trabalho voando a baixa altitude.
"Mas não!", pensou. "O que eu era acabou-se; acabou-se tudo o que aprendi. Sou uma gaivota como outra qualquer e voarei como uma delas." Assim, subiu dolorosamente a trinta metros e bateu as asas com mais força, apressando-se a chegar a terra. Sentiu-se melhor depois da decisão de ser apenas mais um do bando. Daí em diante não haveria mais laços a prendê-lo à força que o levara a aprender, não haveria mais desafios nem mais fracassos. E era bom deixar de pensar, e voar no escuro em direção às luzes da praia.
"ESCURO!" A voz irreal estalou em alarme. "AS GAIVOTAS NUNCA VOAM NO ESCURO!"
Mas Fernão não prestava atenção e não a ouvia. "É bom", pensava. "A Lua e as luzes brincando na água, atirando a pequenos lampejos, e tudo tão calmo, tão parado..."
"Desça! As gaivotas nunca voam no escuro! Se estivesse destinado a voar no escuro teria olhos de coruja! Teria mapas em vez de miolos! Teria as asas curtas do falcão!"
Envolto na noite, a trinta metros no ar, Fernão Capelo Gaivota... pestanejou. A dor e as resoluções desvaneceram-se.
Asas curtas. AS ASAS CURTAS DO FALCÃO!
"É isso! Como fui louco! Tudo o que preciso é de uma asinha curta, tudo o que preciso é fechar as asas o mais que puder e voar só com as pontas! ASAS CURTAS!"
Subiu a seiscentos metros acima do negro mar e, sem pensar um momento no fracasso ou na morte, apertou as asas de encontro ao corpo, deixou que apenas as pontas das asas cortassem o vento como lâminas de punhal e mergulhou na vertical.
O vento era rugido de um monstro na sua cabeça. Cem quilômetros por hora, cento e trinta, cento e oitenta, e ainda mais depressa. A tensão nas asas, agora que se deslocava à velocidade de duzentos quilômetros por hora, não chegava a ser tão forte como antes, a cento e trinta, e bastou-lhe mover só um bocadinho a ponta das asas para sair da queda sem dificuldade e disparar por cima das ondas como uma bala cinzenta de canhão apontada à Lua.
Semicerrou os olhos para se proteger do vento e regozijou-se. Duzentos quilômetros por hora! E controlados! Se mergulhasse de mil e quinhentos metros, em vez de seiscentos, que velocidade...
As promessas de momentos antes estavam esquecidas, varridas por aquele enorme vento rápido. E, contudo, não sentia remorso por não cumprir as promessas que fizera a si próprio. "Essas promessas são só para as gaivotas que aceitam o vulgar. Quem conseguiu chegar à excelência da sua aprendizagem não tem necessidade desse tipo de promessa."
Quando o sol começou a romper, Fernão Gaivota treinava outra vez. Vistos de mil e quinhentos metros, os barcos de pesca eram pontinhos escuros no azul liso da água, e o Bando da Alimentação, uma apagada nuvem de átomos de poeira, movendo-se em círculo.
Ele estava vivo, ligeiramente trêmulo de prazer, orgulhoso de que o seu medo estivesse dominado. Então, sem cerimônias, cingiu-se com as asas anteriores, estendeu as curtas, colocando as pontas em ângulo, e mergulhou diretamente em direção ao mar.
Quando passou os mil e duzentos metros, deslocava-se à velocidade máxima e o vento era um sólido muro de som contra o qual não podia mover-se mais depressa. Voava agora em pleno mergulho, à velocidade de trezentos e vinte quilômetros por hora. Engolia em seco, sabendo que se as asas se abrissem àquela velocidade ficaria reduzido a um milhão de pequenos fragmentos de gaivota. Mas a velocidade era poder, e era alegria e beleza pura. Começou o desvio a trezentos metros. As pontas das asas vibravam e ressoavam contra o vento gigante. O barco e a multidão de gaivotas cresciam à velocidade de um meteoro e lançavam-se diretamente no seu caminho.
Não podia parar; e ainda nem sabia como iria virar àquela velocidade.
A colisão seria morte instantânea.
Era melhor fechar os olhos.
Aconteceu então nessa manhã, logo a seguir ao nascer do sol, que Fernão Gaivota atravessou o Bando da Alimentação como uma bala, riscando o céu a trezentos quilômetros por hora, de olhos fechados, num tremendo rugido de vento e penas. A Gaivota da Fortuna sorriu-lhe desta vez e ninguém foi ferido.
Na altura em que espetou o bico para o céu, ainda flechava o ar a duzentos e quarenta quilômetros por hora. Quando por fim diminuiu para trinta e voltou a abrir as asas, o barco era apenas uma migalha no mar, mil e duzentos metros abaixo.
Na sua mente latejava o triunfo. Velocidade máxima! Uma gaivota a TREZENTOS E VINTE QUILÔMETROS POR HORA! Era uma vitória, o maior momento da historia do bando; e, nesse mesmo momento, nasceu uma nova era na vida de Fernão Gaivota. Voando para a sua solitária zona de treino, encolhendo as asas para um mergulho de dois mil e quatrocentos metros, dispôs-se imediatamente a descobrir como virar.
O movimento de um centímetro numa única pena da ponta da asa produzira uma curva larga e suave, a tremenda velocidade, descobriu ele. Contudo, antes de descobrir isto, verificou que, se movesse mais de uma pena àquela velocidade, era disparado em movimento giratório como uma bala de espingarda... E Fernão fez as primeiras acrobacias aéreas de uma gaivota viva.
Nesse dia não perdeu tempo conversando com as outras gaivotas e voou até depois do pôr-do-sol. Descobriu o "loop" (Este termo e os que o seguem designam movimentos de acrobacia aerodinâmica — N. do T.), o "slow roll", o "point roll", o "inverted spin", o "gull bunt", o "pinwheel".
Quando Fernão Gaivota se juntou ao bando na praia era já noite cerrada. Estava tonto e tremendamente cansado. Apesar disso, não resistiu ao prazer de voar num "loop" para terra e de fazer um "snap roll" antes de aterrar. "Quando souberem do triunfo", pensava, "ficarão loucos de alegria. Como vale a pena agora viver! Em vez da monótona labuta de procurar peixe junto dos barcos de pesca, temos uma razão para estar vivos! Podemos subtrair-nos à ignorância, podemos encontrar-nos como criaturas excelentes, inteligentes e hábeis. Podemos ser livres! PODEMOS APRENDER A VOAR!"
Os anos vindouros brilhavam e trauteavam promessas.
As gaivotas estavam reunidas em conselho quando ele aterrou, e, segundo parecia, já estavam em reunião havia algum tempo. Na realidade, estavam à espera dele.
— Fernão Capelo Gaivota! É chamado ao centro! — As palavras do Mais Velho foram pronunciadas no tom mais solene. Ser chamado ao centro só podia significar grande vergonha ou grande honra. Ser chamado ao centro por honra era a maneira como eram designados os principais chefes das gaivotas. "Claro", pensou, "o Bando da Alimentação esta manhã viu o triunfo! Mas eu não quero honras. Não me interessa ser chefe. Só quero partilhar o que descobri, mostrar a todos esses horizontes que estão à nossa frente." Avançou um passo.
— Fernão Gaivota — disse o Mais Velho — é chamado ao centro por vergonha aos olhos das gaivotas suas semelhantes!
Foi como se lhe batessem com uma tábua. Os joelhos enfraqueceram-lhe, um enorme rugido ensurdeceu-o. "Ser chamado ao centro por vergonha? Impossível! O triunfo! Eles não podem compreender! Estão errados, estão errados!"
— ... pela sua desastrada irresponsabilidade — entoava a voz solene —, por violar a dignidade e a tradição da família das gaivotas...
Ser chamado ao centro por vergonha significava que seria banido da sociedade das gaivotas, desterrado para uma vida solitária nos Penhascos Longínquos.
— ... um dia Fernão Capelo Gaivota aprenderá que a irresponsabilidade não compensa. A vida é o desconhecido e o desconhecível, mas não podemos esquecer que estamos neste mundo para comer e para nos mantermos vivos tanto quanto pudermos.
Uma gaivota nunca contesta o conselho do bando, mas a voz de Fernão ergueu-se gritando:
— Irresponsabilidade? Meus irmãos! Quem é mais responsável do que uma gaivota que descobre e desenvolve um significado, um propósito mais elevado na vida?
Passamos mil anos lutando por cabeças de peixe, mas agora temos uma razão para viver, para aprender, para descobrir, para sermos livres! Deem-se uma oportunidade, deixem-me mostrar-lhes o que descobri...
O bando mostrou-se impenetrável como a pedra.
— Quebrou-se a irmandade — entoaram em conjunto todas as gaivotas, e, em perfeito acordo, taparam solenemente os ouvidos e viraram-lhe as costas.
Fernão Gaivota passou o resto dos seus dias sozinho, mas voou muito além dos Penhascos Longínquos. A solidão não o entristecia. Entristecia-o que as outras gaivotas se tivessem recusado a acreditar na gloria do voo que as esperava. Recusaram-se a abrir os olhos e ver.
Aprendia cada vez mais. Aprendeu que um eficiente mergulho a grande velocidade lhe dava o peixe raro e saboroso que vivia três metros abaixo da superfície do mar. Já não precisava de barcos de pesca nem de pão duro para viver. Aprendeu a dormir no ar, estabelecendo um percurso noturno pelo vento do largo, cobrindo cento e cinquenta quilômetros desde o ocaso até a aurora. Utilizando o mesmo controle interior, voou através de nevoeiros cerrados e subiu acima deles para céus estonteantes de claridade... enquanto qualquer outra gaivota ficava em terra, conhecendo apenas neblina e chuva.
Aprendeu a dominar os altos ventos do continente e a jantar ali os delicados insetos.
O que outrora desejara para o bando tinha-o agora só para si. Aprendera a voar e não lamentava o preço que pagara por isso. Fernão Gaivota descobriu que o tédio, o medo e a ira são as razões por que a vida de uma gaivota é tão curta, e, sem isso a perturbar-lhe o pensamento, viveu de fato uma vida longa e feliz."

Deus abençoe você!
Álvaro Amorim.

Imagem: http://www.sxc.hu/photo/476177.
Nas citações desta obra ou de parte dela, inclua obrigatoriamente:
Autor: Álvaro Amorim, em http://anunciodaverdade.blogspot.com 

Como ser santo hoje ?

Como é bom acolher a Palavra de Deus que vem por meio daqueles que viveram o amor ao Senhor e ao próximo de forma plena, perfeita, por isto foram e são considerados Amigos de Deus, já usufruindo, na eternidade, de sua presença: Santos!
Eis o que diz São Josemaria Escrivá, santo destes tempos, canonizado pelo Beato Papa João Paulo II:

"Deus não te arranca do teu ambiente, não te retira do mundo, nem do teu estado de vida, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional... mas, aí, te quer santo! (Forja, 362)

Convencei-vos de que a vocação profissional é parte essencial, inseparável, da nossa condição de cristãos. O Senhor vos quer santos no lugar em que vos encontrais, no ofício que escolhestes, seja qual for o motivo: todos me parecem bons e nobres - enquanto não se opuserem à lei divina - e capazes de ser elevados ao plano sobrenatural, isto é, enxertados nessa corrente de Amor que define a vida de um filho de Deus.
Temos que evitar o erro de pensar que o apostolado se reduz ao simples testemunho de umas práticas piedosas. Tu e eu somos cristãos, mas ao mesmo tempo, e sem solução de continuidade, cidadãos e trabalhadores, com umas obrigações claras que temos de cumprir de um modo exemplar, se nos queremos santificar de verdade. É Jesus Cristo quem nos incita: Vós sois a luz do mundo (Mt 5, 14). (Amigos de Deus, 60-61)". (Grifou-se).
Shalom! Álvaro Amorim. Consagrado na Comunidade Católica Shalom. 
 
Imagem: http://www.opusdei.org.br/. Nas citações desta obra ou de parte dela, 
inclua obrigatoriamente: Autor: Álvaro Amorim, em http://anunciodaverdade.blogspot.com

As coisas terrenas

Será que devemos viver as coisas terrenas com pouca intensidade ? Elas são boas ou ruins ?
Quem trilha um caminho em Deus já deve ter se deparado com estes questionamentos. Na própria vida de oração, mediante a qual nos voltamos para aquele que nos transcende, que está além de nós mesmos, podemos pensar que só o Céu importa.
Realmente, somos cidadãos do Céu, pois a vida aqui vai passar, e viveremos por toda a eternidade em Deus. De Deus, viemos, nele vivemos e para ele voltaremos um dia.
Mas e as coisas terrenas (seculares), devemos desprezá-las ?
Vejamos o que diz o Livro do Gênesis:
"Deus chamou ao elemento árido terra, e ao ajuntamento das águas mar. E Deus viu que isso era bom." (Gn 1, 10) (Grifei).
O autor sagrado conclui cada versículo que narra a criação com esta expressão: "E Deus viu que isso era bom."
Esta afirmação mostra a bondade das coisas. Em si, elas não são más.
Portanto, tudo o que fora criado por Deus, pelas palavras do próprio Criador, é bom.
O que pode ocorrer é o mau uso das coisas pelo ser humano.
Dou um exemplo: O trabalho, em si, é bom, mas se, ao trabalhar, alguém desrespeita os outros, não age com ética, acaba por corromper aquilo que é bom, que fora criado por Deus.
E sobre o homem e a mulher, o que Deus falou após criá-los ?
Vamos ao Gênesis novamente:
"Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia." (Gn 1, 31) (Destaquei).
Somente depois de criar o homem e a mulher é que Deus "superlativiza" o adjetivo "bom". Agora não é somente "bom", é "muito bom".
Isto mostra que a presença do homem e da mulher em meio a tudo que Deus criou é considerado, pelo próprio Deus Criador, como algo muito bom.
Viver aqui deve ser algo muito bom para qualquer pessoa. Assim Deus quis desde o princípio, porque ele veio para nos dar a abundância da vida, como disse o próprio Jesus:
"Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância." (Jo 10, 10).
Esta abundância não é somente a vida eterna, mas a vida aqui também.
A vida bem vivida aqui, na família, no trabalho, na Igreja, transbordará por toda a eternidade, quando Deus será abundante em todos nós, quando "Deus será tudo em todos" (cf. I Cor 15, 28).
Shalom! Álvaro Amorim. Consagrado na Comunidade Católica Shalom.
 
Imagem: Celebração do Batismo da Clara. 
Nas citações desta obra ou de parte dela, inclua obrigatoriamente: 
Autor: Álvaro Amorim, em http://anunciodaverdade.blogspot.com

Ser santo na família

Não sei se você ainda tem aquela mentalidade super-errada de achar que a santidade (ou seja, a plena felicidade em Deus, aqui e também, um dia, por toda a eternidade) é só para pessoas que têm o chamado ao sacerdócio ou à vida religiosa (freis, monges, irmãos de ordem), ou ainda para outras pessoas que não constituíram família de sangue.
Se este é o seu caso, é bom saber que a Igreja diz o contrário. Na verdade, afirma o oposto ao canonizar e beatificar pais e mães, casais e jovens, mostrando que é bastante possível, com a graça de Deus e nosso "sim", sermos santos trocando fraldas, cozinhando o almoço, passando a noite acordados ao lado do berço, indo buscar na escola, tendo paciência com os erros, sendo pais firmes, formando os filhos em Deus, orando por eles, participando da Eucaristia em família, trabalhando com dedicação para sermos canais da Providência para os nossos filhos, enfim, sendo família, família de Deus.
Aliás, a nenhuma outra instituição ou realidade, a Igreja "emprestou" o seu próprio nome, a não ser para a família, a qual a Santa Mãe Igreja chama, nada mais, nada menos, de "Igreja doméstica"!
Perceba-se, assim, você que é casado(a), totalmente em Deus quando você passa muito tempo na sua família, com seus filhos e cônjuge, tempo de amor, de convivência com qualidade e intensidade. Assim, você acolhe seu chamado à santidade.
E para aqueles que disserem o contrário, lembre-lhes os pais e mães, casais e jovens que a Igreja canonizou ou beatificou, isto é, declarou santos, virtuosos, bem-aventurados: Santa Gianna Beretta Molla (mãe-de-família, médica); os Beatos Luís e Zélia, pais de Santa Teresinha (beatificados não por terem sido os pais de Santa Teresinha, mas, como disse o Cardeal José Saraiva Martins, na missa de beatificação dos dois, "eles são duas testemunhas do amor conjugal"); o Beato Pier Giorgio Frassati, que faleceu bem jovem, sobre o qual disse o Servo de Deus o Papa João Paulo II: "Ele foi ativo e operoso no ambiente em que viveu, na família e na escola, na universidade e na sociedade".
Seja família de Deus, Igreja doméstica! Seja santo(a)!
Shalom! Álvaro Amorim. Consagrado na Comunidade Católica Shalom.
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Imagem: Eu e a Sabryna, com a Clara, após esta ter mamado bastante!

A vida eterna

      Antes de concluir agora esta série de artigos, é interessante, após todos esses posts, apresentar um conceito de Bioética:

A morte: o que é realmente ?

     Pânico, pavor, desolação, insegurança, depressão: estes são alguns dos sentimentos que povoam a mente de quem se vê próximo à morte, ou mesmo de cada um de nós, quando olhamos para o futuro e lembramo-nos desta verdade: não somos eternos, não somos imortais nesta terra!

Dor e sofrimento humanos

     Nesta série de posts sobre Bioética, abordo algo tão misterioso, como desafiante para cada um de nós: a dor e o sofrimento.

Você sabe fazer “lectio divina” vespertina ?

    
     Eis a nossa lectio divina vespertina, ou da tarde, de hoje, para lhe servir de oração com a Palavra de Deus hoje e modelo para outros dias também.
     Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
     Como você sabe, a lectio divina é um exercício de escuta pessoal da palavra de Deus. Neste exercício espiritual, descemos uma escada de quatro degraus: leitura, meditação, oração e contemplação. Assim, vamos descendo ao mais profundo do nosso coração, onde Deus habita, e permitimos que sua palavra seja vida em nossa vida!
     Comecemos, então, a nossa lectio divina invocando o Espírito Santo, porque, como diz São Paulo na sua Carta aos Romanos, capítulo 8, versículo 26, “o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém”:
     “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da Terra.” Oremos: “Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fieis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.” [Pausa]
     1º degrau: Leitura.
     Abra a sua Bíblia na Primeira Carta de São João, capítulo 3, versículo 3. Nossa lectio divina irá até o versículo 5.
     Vamos ler juntos: Primeira Carta de São João, capítulo 3, versículos 3 a 5:
     “3.E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro. 4.Todo aquele que peca transgride a lei, porque o pecado é transgressão da lei. 5.Sabeis que (Jesus) apareceu para tirar os pecados, e que nele não há pecado.”
     Agora leiamos de novo esta Palavra, procurando perceber o que ela diz. [Pausa]
     A esperança da qual fala a Palavra é a de que a vida do cristão tem um final feliz. No fim, seremos santos, plenamente felizes, transfigurados e ressuscitados. Toda lágrima será enxugada. Por isto, não há motivo para depressão.
     Esta é a pureza da nossa fé, que agrada o Senhor. É Jesus que tira o pecado, sobretudo o da desconfiança do amor do Pai e o pecado da desobediência. [Pausa]
     2º degrau: Meditação.
     O que o texto diz para mim ?
     Durante o meu dia até agora, tenho alimentado a esperança de que o Senhor Jesus tem o controle da minha vida ? Ou tenho me deixado levar pelo desânimo ? [Pausa]
     3º degrau: Oração.
     Qual a minha resposta a Deus mediante esta palavra ?
     Perdão, Senhor, pelas vezes que olho o mundo e a mim mesmo com meu olhar limitado, desanimado. Obrigado, Senhor, pelas vezes em que dou lugar à tua presença e à tua Palavra em minha vida!
     Até o final deste dia, quero assumir uma atitude concreta de louvor pelos desafios da minha vida. [Pausa]
     4º degrau: Contemplação.
     A contemplação não é fruto dos nossos esforços. É pura graça de Deus. Por meio de sua palavra, Deus realiza prodígios na nossa vida. Ele nos salva, por Jesus Cristo, a Palavra, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós!
     Podemos orar: Confiando no teu amor paternal, quero orar com todo o meu coração!
     “Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal. Amém!”  [Pausa]
     A Palavra que lhe foi dada em oração, que se tornou escrita em seu caderno, deve se encarnar na sua história, no restante do seu dia hoje. Assim, a Palavra se torna fato, acontecimento, verdade. Foi o que aconteceu com a Virgem Maria. Por isto, Nossa Senhora ajuda você a dizer, neste dia: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”:
     “Ave! Maria, cheia de graça! O Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus! Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.”
     Nossa Senhora, Rainha da Paz, dai-nos a Paz!
     Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
     Shalom!
     Álvaro Amorim.
     Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

Subsídio na produção: Cassiano Azevedo.
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Vida na Esperança

      Das três virtudes teologais (fé, amor e esperança), creio que a última, quando acolhida como uma graça de Deus e vivida com o auxílio do Espírito Santo, consegue imprimir no cristão traços distintivos em relação às outras pessoas.
     Obviamente, todos fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Portanto, a princípio, não se pode ver distinção entre as pessoas, sejam elas cristãs ou não. Todavia, como o barro na mão do oleiro, o cristão que vive na Esperança toma contornos de uma beleza singular, o que o destaca daqueles que se fecham ao acolhimento em suas vidas deste imenso favor de Deus.
     Quem vive na Esperança é como que liberto deste corpo de morte e consegue transcender ao Céu já aqui na terra. Mesmo morando neste vale de lágrimas, vive as delícias do Céu, o que faz do cristão alguém diferente, alguém com sabor, com sabedoria, com “gosto” de sal nesta terra.
     O poeta Charles Péguy, ao definir esta graça, disse:
     “A esperança é o anseio de quem se candidata ao Eterno.”
     O poeta vê a esperança como um anseio, um desejo ardente.
     Para nós que fomos criados Shalom, isto diz muito. O Moysés, ao encerrar o escrito Obra Nova, referindo-se ao “novo” que Deus realiza em nós, fala que devemos ansiar por este “novo” e dar uma resposta concreta a Deus para que esta “obra” se concretize.
     Diz nosso Fundador:
    “Com nossos corações cheios de desejo, devemos responder dizendo: ‘Sim, Pai, não é fácil, mas eu desejo, eu quero, eu vou. Amém!’.”
     Ora, ao desejar este “novo”, ao ansiar por esta “obra nova” em nossas vidas, passamos a viver na Esperança, começamos a ultrapassar, pela graça de Deus, tudo o que nos impedia de viver o que Deus tem preparado para a nossa felicidade já aqui na terra, e começamos a permitir que o Senhor nos forme em pessoas novas.
     A vivência desta graça forma mulheres e homens novos, distintos do ser humano que nada espera, que considera que a vida é apenas a da terra, que tem como ideal o “comamos e bebamos, pois amanhã morreremos!”
     Cria-se assim uma diferença nítida entre aqueles que vivem na Esperança e aqueles que só têm olhos para o aqui e o agora. Aí repousa, como disse no início, o traço distintivo do cristão.
     Num mundo em que muitos “elaboram” sua própria fé, construindo-a a partir de si mesmos, de seus valores, de suas opiniões, de suas mentalidades e de suas vontades (o que mais parece com o fazer compras em um supermercado, onde se escolhe o que mais agrada e se rejeita o que não apetece); numa sociedade em que a caridade é banalizada e, às vezes, tida como assistencialismo de objetivo meramente narcisista, viver na Esperança dignifica o homem e a mulher, eleva-os e os torna plenos.
     Ansiar pelo Eterno, desejar ardentemente Deus, candidatar-se ao Céu, longe de alienar o cristão das realidades temporais, torna-o alguém co-responsável pela felicidade dos outros, solidário ao homem e à mulher que sofrem, atento à maior necessidade do ser humano: o encontro com Jesus Cristo, nossa Esperança!
     Em meio ao sofrimento, próprio da condição humana, a vida em Cristo, nossa Esperança, remete o cristão ao Céu, retira seu olhar da morte, liberta-o dos grilhões da dor, faz com que ele ouça seu Deus, seu Pai, dizer: “Filho, tua morada é comigo, teu lugar é o Céu, teu repouso é o meu Coração!”
     Somente a vida em Cristo dá sentido a tudo, ajuda a viver os mistérios que ultrapassam a natureza humana e assim, como habilidoso escultor, modela um belo homem e uma bela mulher! Sustenta a fé, quando se enfrenta percalço na caminhada. Aperfeiçoa o amor, pois abre o olhar da alma ao essencial.
     Só Jesus Cristo transforma a morte em vida, em vida eterna, em vida plenamente feliz, em vida em Deus, maior anseio do coração do homem e da mulher.
     Shalom!
     Álvaro Amorim.
     Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

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Lectio divina: Pela nossa fé em Jesus Cristo, temos a vida eterna!


     
     Vivamos a nossa lectio divina da manhã!
     Para isto, você deve saber em que consiste esta oração, lendo o artigo "Ano novo, vida nova!" 

     1º degrau: Leitura.
     Abra a sua Bíblia na Primeira Carta de São João, capítulo 5, versículo 5. Nossa lectio divina irá até o versículo 13.
     Vamos ler a leitura do dia de hoje: Primeira Carta de São João, capítulo 5, versículos 5 a 13:

     “5.Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6.Ei-lo, Jesus Cristo, aquele que veio pela água e pelo sangue; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é quem dá testemunho dele, porque o Espírito é a verdade. 7.São, assim, três os que dão testemunho: 8.o Espírito, a água e o sangue; estes três dão o mesmo testemunho. 9.Aceitamos o testemunho dos homens. Ora, maior é o testemunho de Deus, porque se trata do próprio testemunho de Deus, aquele que ele deu do seu próprio Filho. 10.Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho de Deus. Aquele que não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11.E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12.Quem possui o Filho possui a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. 13.Isto vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, vós que credes no nome do Filho de Deus.”

     Agora leia novamente este texto bíblico por mais 4 vezes, procurando perceber o que a palavra diz.
     Esta palavra fala da nossa esperança: a vida eterna em Deus, que nos foi dada por Jesus Cristo!
     Pela nossa fé em Jesus Cristo, temos a vida eterna, a morte já não tem mais a última palavra, mas a vida nos foi dada por Cristo Jesus!

     2º degrau: Meditação.
     O que o texto diz para mim ?
     “Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho.” (I Jo 5, 11).
     Não viveremos para sempre nesta Terra, somos estrangeiros aqui, o Céu é o nosso lugar, é a nossa morada definitiva! O que são 80, 90 anos, diante da vida eterna, de viver para sempre em Deus, na felicidade plena, sem lágrimas, sem dor, sem sofrimento ?
     E esta vida, nós já podemos saboreá-la um pouco aqui na Terra, vivendo unidos a Jesus Cristo, vivendo da Eucaristia diária, na qual somos comungados pelo Senhor, inseridos em seu coração traspassado de amor e, daí, adentrados no seio da Santíssima Trindade, nosso Deus de amor!
     Por meio desta palavra, o Senhor nos chama concretamente a nos alimentarmos dele diariamente na Sagrada Eucaristia, após termos recebido o seu perdão no sacramento da reconciliação.
     É isto o que a palavra de Deus me diz hoje: confissão e Eucaristia! Vida eterna já antecipada aqui na Terra, pela graça de Deus!

     3º degrau: Oração.
     Qual a minha resposta a Deus mediante esta palavra ?
     Senhor, hoje, com a tua graça, eu procurarei um sacerdote e confessarei meus pecados para menos indignamente te receber no sacramento da Eucaristia e assim poder viver um antegozo das delícias do Céu!
     Sim, Jesus, meu coração deseja algo grandioso, um amor maior que eu! Meu coração te deseja, meu Deus!

     4º degrau: Contemplação.
     Na contemplação, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, Jesus Cristo, o filho de Maria Santíssima, opera a nossa salvação!
     Podemos orar:
     Jesus Cristo, eu te louvo por tão grande obra de libertação, de cura e salvação que tu operaste agora em mim, no meu coração, na minha vida!
     Posso ver, com a tua graça, o que tu tens preparado para mim: a vida eterna! Posso hoje, também por tua graça, já usufruir um pouco da vida eterna, da felicidade sem fim, ao te receber no sacramento da Eucaristia! [Pausa]
     Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal. Amém!
     Shalom!
     Álvaro Amorim.
     Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

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A verdadeira crise da Justiça brasileira


Muito se tem falado sobre a profunda crise pela qual passa a Justiça brasileira, crise que tem atingido seus diversos órgãos, tribunais, foros e classes (juízes, advogados e membros do Ministério Público).
A mídia já mostrou a todos nós vários escândalos, que teriam sido perpetrados por juízes, desde os de pequenas comarcas do interior do País aos membros de tribunais superiores. Veem-se também pessoas extremamente insatisfeitas e frustradas com a assistência de advogados que não primam pela ética, mas que se pautam exclusivamente pelos interesses pecuniários; bem como se observa que alguns membros do Ministério Público poderiam ser mais atuantes, propor mais ações para proteger os interesses coletivos.
Todavia, esta crise é muitas vezes vista apenas em seu aspecto exterior, ou seja, naquilo que é consequência de algo muito mais profundo e intrínseco aos homens e mulheres da Justiça deste País.
Todas as denúncias feitas pela Imprensa e confirmadas pelo próprio Poder Judiciário mostram que os juízes envolvidos prestam um desserviço aos jurisdicionados, afrontando o desejo de justiça que possui toda pessoa.
São denúncias de que juízes “têm vendido” sentença, isto é, têm recebido alguma benesse (dinheiro, promoção, carros, imóveis) para decidir conforme o interesse de uma das partes, sem procurar realizar a verdadeira justiça.
Contudo, não são denunciadas as “vendas” das consciências, perceptíveis não somente àqueles que as “vendem”, mas também a Deus, que habita o mais profundo e recôndito do coração humano.
Essas “vendas” de consciências ocorrem quando são tomadas decisões para não desagradar outro colega juiz ou o presidente do tribunal; quando sentenças são proferidas para não comprometer algum político de influência e poder; quando julgamentos são motivados por quaisquer razões mesquinhas, menos pelo verdadeiro senso de justiça, que deveria brotar da consciência iluminada por Deus.
Esses sórdidos atos ferem de morte a essência da vocação judicante: julgar com justiça. Não respondem os clamores dos injustiçados, as dores dos oprimidos, as revoltas dos famintos! Pessoas que incorrem nessa prática esquecem que o mesmo Deus que lhes concedeu a graça da inteligência, da cultura e do conhecimento do ordenamento jurídico vai lhes pedir contas após sua morte, perguntando-lhes: “O que você fez com toda a inteligência que lhe dei ? Fez o bem ou fez o mal ? Com suas decisões, sentenças e julgamentos, você me deu de comer quando tive fome, me deu de beber quando tive sede, me vestiu quando eu estava nu ?” (Cf. Mt 25, 35-36).
Os magistrados que cometem tais violações à lei de Deus esquecem-se de que serão um dia julgados pelo justo Juiz! Vivem esses homens e mulheres como se aqui fosse a eternidade, como se o poder que detêm fosse ilimitado e infinito.
No final de suas vidas, com certeza, serão tomados por um desespero interior quando olharem para trás e virem um mar pútrido de corrupção e injustiças! Passaram a vida, diferentemente de Cristo, sem fazer o bem!
A eles fora dada a oportunidade de fazer a diferença neste mundo injusto, porém assim não procederam; ao contrário, com o exercício de seu ofício, aumentaram a maldade, propagaram a injustiça!
Deus, que é o sumo bem, em quem não há mal algum, dir-lhes-á: “Retirai-vos de mim, malditos!” (Mt 25, 41).
A verdadeira crise da Justiça brasileira é a da consciência. Diante de um litígio que lhe chega às mãos, todo juiz sabe como decidir para que seja feita justiça ou como julgar pelos seus escusos interesses. A sua escolha mostrará se ele sentenciou conforme sua consciência iluminada por Deus, ou não.
Não nos esqueçamos desta gritante verdade: o que fazemos nesta vida ecoa na eternidade!
Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.
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Imagem: http://www.morguefile.com

Deus me amou na maior dor da minha vida


A palavra “amor” é hoje uma das mais usadas. Ouvimos esta palavra ser empregada em diversas ocasiões, e às vezes não conseguimos definir o que é amor ou mesmo se existem “amores” e não apenas “o amor”.
Mesmo sem conseguir dizer especificamente o que é amor, todo mundo o deseja, todo mundo quer amar e ser amado, quer dar amor e receber amor.
Mas como tem sido o caminho que o homem e a mulher de hoje têm percorrido em se tratando de amor ? Será que o homem e a mulher de hoje amam plenamente ou confundem outras realidades com o verdadeiro amor ?
Afinal de contas, o que é o verdadeiro amor ?
A Palavra de Deus nos apresenta o mais belo poema sobre o amor:
I Cor 13, 4-8a.
Será que hoje em dia nós temos vivido o que chamamos de amor com essas características do texto bíblico ?
Ou será que vivemos o que chamamos de amor sendo impacientes, maldosos, invejosos, arrogantes, escandalosos, buscando nossos próprios interesses, irritando-nos, guardando rancor ?
Será que nos relacionamos com as pessoas nada desculpando, nada suportando ?
Será que o que chamamos de amor acaba facilmente ?
Mas se isso tudo ocorre, então, segundo a Palavra de Deus, não é amor, pois o amor é paciente, bondoso, não tem inveja ou orgulho, não é escandaloso, não busca seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor, tudo desculpa, tudo suporta e jamais acabará.
Mas alguém poderia dizer: “Ah, isto é um conto de fadas, é história pra boi dormir!”
Será que aquilo que o nosso coração deseja — o verdadeiro amor — não pode ser realizado ?
Pode e já foi realizado! E porque já foi realizado por uma pessoa, pode ser realizado por todas as pessoas, com a ajuda daquela primeira pessoa que realizou, que concretizou, que viveu o verdadeiro amor: Jesus Cristo!
Jesus Cristo, por amor ao Pai, a mim e a você, viveu o amor plenamente aqui na Terra: não buscou seus próprios interesses, tudo desculpou, tudo perdoou, tudo suportou, por mim e por você. E seu amor não tem fim.
Jesus ama você deste jeito. Ele ama você gratuitamente: não precisa você fazer nada para receber seu amor.
Jesus ama você eternamente e constantemente: mesmo que você se considere a pior pessoa do mundo, o amor dele por você não se abala, não se modifica, é sempre o mesmo.
Jesus ama você pessoalmente, como se só existisse você na Terra.
Nada separará você do amor de Jesus Cristo, nem o seu pecado, nem a sua indiferença, pois o amor dele é infinitamente maior e mais poderoso que tudo isso.
E o mais belo: o amor de Jesus Cristo por você é misericordioso! A sua miséria, seja qual for ela, atrai o amor de Jesus por você. Não atrai a condenação ou o desprezo, muito comuns hoje em dia. A minha e a sua miséria atraem o amor que vem das entranhas de Jesus, do seu coração traspassado e ferido de amor por mim e por você.
Se você está vivendo hoje a situação mais desesperadora da sua vida, se você hoje não encontra amor em ninguém, tenha certeza: Jesus está com você e ama muito você!
Todos os dias da minha vida eu experimento este amor. E isto tem me feito viver, caminhar, prosseguir.
Foi este amor que me sustentou no momento mais doloroso da minha vida, há dois anos atrás, quando minha mãe partiu para o Céu.
Ela estava fazendo uma peregrinação por santuários da Europa: Fátima, em Portugal, Lisieux, na França, Vaticano, Roma, quando o Pai a chamou a fazer sua peregrinação definitiva, para o Céu.
Eu estava me preparando para participar de um retiro da Comunidade Shalom, quando o Padre Sávio, um amigo nosso, ligou me dizendo que ela estava hospitalizada, muito doente. No dia seguinte, ela partiu para Deus.
Desde o primeiro instante, eu dizia: “Jesus, fica comigo! Consola-me, Senhor!”
Na nossa casa, existe um quadro com uma estampa do Coração de Jesus, que está na minha família há mais de sessenta anos. Eu me coloquei debaixo da imagem do Coração de Jesus, toquei-a com as minhas mãos, fechei meus olhos e disse: “Jesus, coloca-me dentro do teu coração! Eu quero agora estar no teu coração, Jesus!”
Então, eu senti o sangue de Jesus sendo todo derramado em mim, e o próprio Senhor me colocando no seu coração. Naquele momento, eu tive a minha maior experiência com o amor de Jesus Cristo: eu fui plenamente amado, acolhido, abraçado, querido, consolado! Esse amor me sustentou e me deu a plena esperança de que a mamãe está hoje plenamente feliz no Céu, intercedendo por mim e pela minha irmã.
Foi também a maior experiência de Céu da minha vida: enquanto familiares meus olhavam somente para a morte, eu os conduzi a olhar para a vida eterna. O Senhor me capacitou a dar força para os meus tios e para a minha irmã. Na missa de sétimo dia, após a comunhão, eu louvei a Deus pela vida da mamãe, vida doada a Deus, ao meu pai, que está hoje no Céu também, a mim, à minha irmã, aos meus tios, à Comunidade Shalom, aos pobres. Louvei a Deus porque hoje ela é plenamente feliz, no Céu!
Nada me separou do amor de Cristo! Nada! Nem as tribulações, nem as angústias, nem a morte! 
Nada pode separar você do amor de Cristo! Nada! Jesus ama você, e este amor é para sempre! E é este amor que ele quer que você acolha agora, todo, em seu coração!
Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.
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Jesus Cristo ressuscitou!


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Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

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