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Papa Francisco fala sobre temas polêmicos

Você quer saber o que pensa o Papa Francisco sobre temas polêmicos ?
Clique aqui e assista à entrevista que ele concedeu ao repórter Gerson Camarotti, da Globo News.
Deus abençoe você! Álvaro Amorim.
Imagem: http://www.blogdoconsa.com/2013/04/a-gargalhada-do-papa.html. 
Nas citações desta obra ou de parte dela, inclua obrigatoriamente: Autor: Álvaro Amorim, em http://anunciodaverdade.blogspot.com

Eleições 2010 — o cristão e a política

Estamos a pouco tempo das eleições do dia 3 de outubro.
Você que está lendo este artigo pode ter uma ideia já formada, um conceito já preconcebido — um preconceito — sobre o tema da política.
Talvez você já tenha dito alguma das frases abaixo:
  • “Eu não me interesso por política porque só vejo corrupção e escândalos no meio político”.
  • “Político é tudo igual — todos são desonestos!”
  • “Eu só me interesso um pouco por política na época das eleições”.
  • “Depois que elegemos um candidato, não sabemos o que ele faz, como ele está trabalhando, que projetos ele apoia”.
  • “Cristão tem que cuidar da sua fé e não se meter em política”.
Gostaria, entretanto, de expor alguns aspectos que considero interessantes para meditarmos.
Vivemos num tempo de crise das instituições políticas: falta ética a muitas pessoas que deveriam representar bem o povo, que deveriam servir bem à Nação; a corrupção espalha-se como um câncer; desrespeita-se a vida humana de forma banal; a violência compõe o cotidiano de qualquer cidade brasileira, como se fosse uma paisagem característica; há um desvio da finalidade política; existe o descaso aos mais necessitados, aos miseráveis.
Creio que você concorda com todas as afirmações acima. Mas também é interessante perceber a ética individual, os nossos valores pessoais, pois sabemos que o coletivo é formado por vários indivíduos, e se quisermos transformar o coletivo, temos que mudar o indivíduo.
Muitas vezes, o cidadão que cobra posturas éticas de seus representantes é o mesmo que dirige numa contramão quando é tarde da noite e a rua está deserta; ou é aquele que vê um saco de batata frita aberto no supermercado e mete a mão no que não é seu e come; ou ainda é aquele que, ao ser multado por um guarda de trânsito, pede-lhe que retire a multa, que dê um “jeitinho”, ou até tenta suborná-lo.
Isto tudo me lembra uma frase lapidar: “O verdadeiro progresso é interior. O exterior é consequência” (Escrito A Profissionalização, 4, Moysés Azevedo). Ou seja: A ética deve nascer no indivíduo, na pessoa — o coletivo é consequência.
Como cristãos, não apenas somos chamados a viver com ética, mas, seguidores do “amemo-nos uns aos outros” (I Jo 4, 7a), somos chamados a sairmos de nós mesmos, a voltarmo-nos para o outro, para o coletivo, para o bem público. E isto se concretiza também no votar muito bem, no informar-se, no conversar com os amigos sobre política, no saber o que a Igreja, perita em humanidade, pensa sobre política, no analisar os candidatos e os partidos, no saber quais as funções dos cargos eletivos.
Para quem pensa que Jesus em sua terra não foi um homem político, basta ver as diversas vezes em que ele combateu fortemente a hipocrisia de membros do Partido dos Fariseus:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Importava praticar estas coisas, mas sem omitir aquelas” (Mt 23, 23). (Grifos nossos).
O fundamento para a vida política do cristão é Jesus Cristo, o Caminho, a Verdade e a Vida.
A Igreja, mestra que nos ensina o Caminho para a Verdade, a fim de termos a plena Vida, é fonte para nossa formação política também:
“O dever imediato de trabalhar por uma ordem justa na sociedade é próprio dos fieis leigos, os quais, como cidadãos do Estado, são chamados a participar pessoalmente na vida pública.” (Papa Bento XVI, Deus caritas est, n. 29). (Grifos nossos).
Esta participação deve seguir critérios coerentes com a opção por Jesus Cristo. E aqui a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) adverte os cristãos e os poderes públicos:
“Os poderes constituídos eleitos, em todos os níveis, recusem quaisquer projetos que atentem contra a família ou contra a dignidade da vida humana, particularmente no que diz respeito à legalização do aborto e da eutanásia.” (ORIENTAÇÕES DA CNBB PARA O ANO ELEITORAL, 3/4/2006, V, n. 4). (Grifos nossos).
  • “O primeiro critério para votar em um candidato é sua posição em relação à defesa da dignidade da pessoa humana e da vida, em todas as suas manifestações, desde a sua concepção até o seu fim natural com a morte.” (idem, VI). (Grifos nossos).
O que a Igreja nos orienta é simplesmente votar segundo o critério do próprio Jesus Cristo: “Cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25, 40).
E como saber se um candidato ou partido político não defende a vida, é a favor do assassinato de crianças no ventre da mãe (aborto)? Muito simples: visite os “sites” dos partidos políticos. Todos eles têm o mesmo formato: www.(sigla do partido).org.br, vá a seções como Programa ou Mulheres (direito ao aborto). Você perceberá que não será difícil discernir quem é a favor da Vida e quem é a favor da morte.
Lembre-se de que, no dia 3 de outubro, você, ao votar, estará dizendo para o seu candidato: “Eu apoio o que você pensa, concordo com a sua defesa à vida (ou à morte), quero para mim, para meus filhos, para meu Estado, para meu País o que você quer. Pode ir, que eu assino embaixo!”

Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

Os métodos contraceptivos

     Prosseguindo esta série de artigos sobre Bioética, transcrevo a seguir uma rica exposição sobre os métodos contraceptivos, feita por nossa querida irmã Lúcia de Fátima Studart Meneses, consagrada na Comunidade Católica Shalom[1], casada com o Lupércio, mãe, coordenadora do Ministério de Planejamento Familiar do Projeto Família Shalom[2]:

As pesquisas com células-tronco embrionárias e células-tronco adultas

     Na Revista Canção Nova, de agosto de 2008, há uma entrevista com a Professora Doutora Lílian Piñero, Phd em Biologia Molecular, Presidente do Instituto de Pesquisa de Células-Tronco (IPCTRON), que aborda de maneira simples e profunda este tema. Por isso, reproduzo aqui algumas perguntas e respostas dessa entrevista[1], dando prosseguimento assim à série de artigos sobre Bioética:

Você conhece bem o que a Igreja fala sobre clonagem ?

     Nesta série de artigos sobre Bioética, transcrevo trechos importantes do que afirmou o Pontifício Conselho para a Família, na pessoa do Cardeal Alfonso López Trujillo[1], sobre clonagem. (Grifos nossos):

Aborto: Como responder às perguntas provocadoras ?


     “Não matarás.” (Ex 20, 13).
     No post sobre o início da vida humana, vimos que “a vida começa na fecundação.

O início da vida: a fecundação


     “Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe” (Sl 139 (138), 13).

O biologismo e o evolucionismo moral

     Como você sabe, esta é uma série de artigos sobre o crepúsculo dos valores.
     Este artigo aborda o biologismo e o evolucionismo moral.
     Estas correntes de pensamento entendem que a moral é estruturada por critérios meramente biológicos e evolucionistas.
     Por exemplo: para seus seguidores, a eutanásia deveria ser permitida se a vida não é mais biologicamente viável, ou seja, poder-se-ia matar um ser humano se ele não apresenta mais condições biológicas de sobrevivência por muito tempo.
     Outros seguidores destas doutrinas aprovam o aborto de fetos que possuem doenças graves, os quais seriam “inviáveis” do ponto de vista de uma vida saudável.
     Estes pensamentos lembram muito a Alemanha nazista, que pregava a supremacia de uma etnia humana sobre as outras e o extermínio dos judeus, considerados inferiores biológica e evolucionalmente.
     Sabemos que tudo isso afronta gravemente a moral cristã, o Evangelho, o próprio Jesus Cristo, que defendeu sempre a vida, que não fez distinção de pessoas, que veio para todos, para que todos tivessem vida, e vida em abundância.
     O evolucionismo, muitas vezes, é bastante defendido por alguns professores de História e de Biologia nas escolas, que vão formando a consciência dos jovens de forma anticristã.
     Sugiro que esses jovens que enfrentam esses verdadeiros bombardeios na escola e na Faculdade leiam textos publicados no Portal Shalom, como os seguintes:
     É muito importante também que, para o exercício do nosso ministério, principalmente, os de Primeiro Anúncio, conheçamos o que dizem essas doutrinas falsas, contrárias ao Evangelho, e saibamos como desmenti-las.
     No próximo post, falarei sobre o psicologismo moral.
     Shalom!
     Álvaro Amorim.
     Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

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O utilitarismo

     Como você sabe, tenho publicado uma série de artigos sobre o crepúsculo dos valores. Hoje, veremos o utilitarismo, infelizmente tão “na moda”!
     Pode-se resumir a doutrina utilitarista pela frase: “Agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar, independentemente dos meios usados”.
     O que interessa para o utilitarismo são as consequências que os atos geram: “Se uma ação ou omissão não gera bem-estar, não serve para o homem, é inútil, não tem utilidade.” Assim diz esta doutrina.
     Por exemplo: fazer jejum gera fome, tira a sensação de bem-estar, portanto seria inútil para o ser humano.
     Para o utilitarismo, não importam as motivações da pessoa, mas sim os fins que suas ações gerarão.
     Por exemplo: Renata e José pertencem a um mesmo grupo de oração. Sem José saber, Renata descobriu que José está vivendo determinada situação de pecado. Durante a oração no grupo, Renata proclama exatamente a situação em que José vive, o que leva este irmão a se arrepender e procurar não mais viver essa situação de pecado.
     Para uma pessoa utilitarista, não importa se Renata não agiu corretamente, importa que José se converteu.
     Mas isso é contra a moral cristã.
     O Catecismo da Igreja Católica, em seu artigo 1753, ensina que:
     “Uma intenção boa (por exemplo, ajudar o próximo) não torna bom nem justo um comportamento desordenado em si mesmo (...). O fim não justifica os meios.”
     O utilitarismo é hoje adotado como doutrina de sustentação de várias tendências que vão de encontro à mentalidade evangélica, contrárias à moral cristã.
     Como dizia João Paulo II, na Carta às Famílias, em 1994, “o utilitarismo é uma civilização da produção e do desfrutamento, uma civilização das “coisas” e não das “pessoas”; uma civilização onde as pessoas se usam como se usam as coisas. No contexto da civilização do desfrutamento, a mulher pode tornar-se para o homem um objeto, os filhos um obstáculo para os pais, a família uma instituição embaraçante para a liberdade dos membros que a compõem. Para convencer-se disto, basta examinar certos programas de educação sexual introduzidos nas escolas, não obstante o frequente parecer contrário e até os protestos de muitos pais; ou então, as tendências pró-abortistas que em vão procuram esconder-se atrás do chamado “direito de escolha” (“pro choice”) por parte de ambos os cônjuges, e particularmente por parte da mulher.”
     Penso de forma utilitarista quando me importo somente com o resultado e não com minhas atitudes em si mesmas; ajo de forma utilitarista quando só busco o que me é útil, para o meu bem-estar, para a minha satisfação. Como dizia o Papa João Paulo II, uma pessoa poderia assim passar a me ser útil ou inútil, como se fosse um objeto. O que importa é a minha vontade, são os fins que busco atingir ao utilizar aquela pessoa, ao abortar e matar aquela criança, ao me separar de minha mulher, ao não falar mais com aquela pessoa do grupo: o que importa é o meu bem-estar, mesmo que para tanto tenha que “matar” o outro.
     Mais uma vez: a auto-idolatria, o homem como medida de si mesmo, a tentativa de ganhar a vida, de salvá-la, de preservá-la, o que gera a morte, nesta vida, e na vida eterna.
     Próximo artigo: o sociologismo moral.
     Shalom!
     Álvaro Amorim.
     Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

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Você já proclamou a Ressurreição ?


Certo tempo atrás, participei de um curso de atualização jurídica. Era uma época de muita provação para nós católicos, porque a grande mídia intensificara sua campanha a favor do aborto, especificamente o aborto de crianças portadoras de anencefalia. Todo o País voltou-se para essa discussão nesse tempo. Nesse período, todos os professores desse curso de atualização, sem exceção, por diversas vezes, comentaram em sala de aula sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca daquele famoso pedido de uma mulher para abortar seu filho que sofria de anencefalia (má-formação cerebral). Isto foi quase um mês inteiro de aula! Eu, sentado do meio para o fim da sala, me contorcia na cadeira, me revirava, mas ficava calado, não intervinha, não me metia, não me posicionava. Cada vez que um professor dizia que o STF havia tolhido a liberdade daquela mulher, não autorizando o aborto, que era um absurdo achar que um feto é um ser humano completo, que ele iria morrer mesmo, que contra fatos não há argumentos, e todo aquele discurso arrogante de muitos da nossa classe do Direito, a maioria esmagadora da turma concordava, meneando a cabeça de modo afirmativo. Eu ficava para morrer! Mas morria mesmo no meu silêncio omisso!
Comecei a pensar: “Nesta sala há uma pessoa que carrega no peito um “tau”! Há um shalonzinho! Que é que eu estou fazendo, meu Deus ?!” Fui rezar! Deus foi contundente, direto comigo, como um bom Pai: “Meu filho, proclame a vida, proclame a minha vitória sobre a morte!”
Depois desta, não tive conversa: copiei da seção “Em Defesa da Vida”, do Portal Shalom (www.comshalom.org.), o testemunho da Ana Cecília sobre o dom da vida da Maria Teresa (“A História de Maria Teresa, anencéfala”), incluí um cabeçalho dirigindo esse testemunho para os colegas e professores, tirei fotocópias e distribuí, não só na minha turma, mas também na turma que estava se preparando para o exame da O.A.B.
As mãos gelaram, o estômago parecia a Sibéria, mas proclamei a Ressurreição. No intervalo, a maravilhosa surpresa do Espírito Santo, que converte as almas: colegas vieram elogiar a minha atitude: “Bacana! É isso mesmo! Muito bom o testemunho! Contra fatos não há argumentos!” Todos, sem exceção, respeitaram o testemunho da Ana Cecília. Não houve uma única crítica. Ninguém se posicionou contra. Nunca mais os professores (juiz federal, procurador da Fazenda Pública, advogado criminalista, procurador de justiça) falaram a favor do aborto de anencéfalos em sala de aula. Houve um respeito impressionante. Deus tocara os corações!
Percebi que a grande maioria da turma era católica, inclusive de ir à missa aos domingos, mas era aquele católico “meia banda”, que silencia nessas horas, que, apesar de uma formação cultural e profissional boa, concorda com o primeiro argumento sem questioná-lo; esquece, como profissional do Direito, que a vida é o bem jurídico que deve ser mais protegido pelo Estado, sobretudo nos casos em que ela, por si só, não pode proteger-se.
Convido você, meu irmão, minha irmã, a fazer o mesmo. Pode imprimir o testemunho da Ana Cecília. Falei com ela e com o Jorge, seu esposo, e eles acharam muito bom o que fiz. Dispuseram-se até a ajudar-me se necessário. Faça cópias do testemunho e distribua-o no seu prédio, no seu trabalho, na sua escola, na sua Universidade. Se forem cem pessoas a recebê-lo, você gastará R$10,00, no máximo (um lanche!), e, para essas cem pessoas, a sua evangelização fará a diferença, e assim poderemos dizer para o Ressuscitado que passou pela Cruz: PROCLAMAMOS A VOSSA RESSURREIÇÃO!
Texto distribuído no curso de atualização jurídica, na íntegra:
PARA OS HOMENS E AS MULHERES DO DIREITO, DA JUSTIÇA, DA VIDA!
"A vida é um mistério! Um mistério de amor! Você que me lê agora, só o faz porque alguém o acolheu em seu ventre, respeitou a sua vida. Talvez não soubesse se você era perfeito, porém permitiu sua existência. Alguém "existiu" (em latim existere – sair de si), sua mãe, para que você existisse. Na verdade é a força do amor que nos faz viver.
A vida. Estudamos para compreendê-la melhor, trabalhamos para vivê-la com mais qualidade, debruçamo-nos sobre teorias, argumentações, filosofias, em busca da felicidade. Indago-me por vezes: sabe o homem o que é a felicidade, quando nega a vida? Aborto! Negação da vida. Digo NÃO ao aborto em qualquer circunstância; com a propriedade daquilo que vivi, afirmo a todas as mulheres do mundo: somos geradoras da vida! Nosso ser mais profundo brada esse grito: Vida! Negando-a, você nega a si mesma!
Impressionam-me as vozes femininas que, lamentavelmente, são propagadoras de um falso bem-estar, da eliminação de um "problema", da interrupção de uma gravidez, ou como estão chamando atualmente, da "antecipação do parto" nos casos de crianças anencéfalas. Sinceramente, vivi esta realidade como mãe de Maria Teresa, bebê anencéfalo, nascido no dia 17 de dezembro do ano 2000. Hoje experimento uma liberdade interior surpreendente, consciência limpa e tranqüila diante dos meus filhos e de todos. Com muita liberdade faço conhecer a pequena Maria Teresa, um sinal de esperança na vida, mesmo nas condições das mais adversas.
Tenho outros três filhos, Ana Karine (15 anos), Felipe José (12 anos) e Maria Clara (9 anos). No início do terceiro mês de gravidez, com doze semanas de gestação, fiz um exame denominado translucência nucal, ultrassonografia, que revela se a criança tem alguma síndrome. Foi detectada uma má-formação grave denominada anencefalia (ausência de cérebro). Somente quando o feto já está completamente formado é possível identificar o problema. Era uma menina!
Apesar do impacto da notícia, nem por um momento ventilei a possibilidade de um aborto. Procurei ter o máximo de informações sobre essa má-formação que, segundo a literatura médica, é uma das mais comuns. O bebê vive apenas horas ou, até no máximo, um a dois dias. Minha mãe deu-me o direito de viver e eu daria também a minha filha esse direito, pensava naquele momento. Não sou árbitro da vida. Deus deu, pois que Ele tire quando for a hora. Cabe a mim a missão de acolher a vida, não importando as condições em que ela se apresenta. Ou será que posso abandonar, ou abreviar a vida do filho para o qual a medicina só prevê dias, ou horas, para viver? Dizem alguns que o bebê anencéfalo sofre quando nasce: Será sofrimento maior que ser arrancado aos pedaços no aborto por sucção, onde o feto é literalmente dilacerado?
Minha gravidez transcorreu normalmente. Fiz pré-natal, tomei as medicações necessárias. Interiormente sofria muito, por saber que minha filha não iria viver; mas procurei viver a sabedoria do dia-a-dia! Pensava: Hoje ela está comigo, por isso vou amá-la com todas as minhas forças. Amanhã, bem... Deus cuidará! Maria Teresa nasceu, chorou forte, admiraram-se os médicos. Seu caso foi considerado muito grave, não havia nenhuma proteção de pele em sua cabeça. Aguardávamos a qualquer momento o seu falecimento.
Passaram-se minutos, horas, dias... E a pequena Maria Teresa vivendo... Foi contemplada por muitos, interpelava as consciências. Como seria possível? Com 19 dias, recebemos alta hospitalar e Teresa foi acolhida em seu lar. Foi alimentada inicialmente por sonda, depois tomava leite materno por colherinha e mamava por alguns minutos. Meus outros filhos cuidavam dela, tomavam-na nos braços, ajudavam-me a banhá-la, sabiam que sua vida seria breve, mas aprenderam a respeitá-la e amá-la. Foram preparados, que passariam pela dor da perda, porém com a dignidade que esse mistério comporta.
Aos 29 de março de 2001, Maria Teresa realizou sua páscoa. Uma grande filha de Deus. Em seus breves, mas preciosos dias, exalou vida, sofreu, mas venceu. Mostra isso para mim, para você, para nós todos que o sombrio discurso do aborto é egoísta, significa fechar-se em si mesmo. Você, que é mãe, não se deixe levar pela onda hedonista, desumanizante, que avassala os corações tirando-lhes a possibilidade de experimentar a alegria de dar a vida, de renunciar-se pelo outro, de ver o amor vencer.
Hoje somos uma família muito mais feliz! Rogo a Deus que ilumine a consciência de nossas Autoridades para decidirem em favor da vida, seja ela como for.
Fortaleza, agosto de 2004 (data do testemunho da Ana Cecília)
Ana Cecília Araújo Nunes
Mestra em Educação Brasileira – Universidade Federal do Ceará
Professora da Universidade Estadual do Ceará 
Membro da Comunidade Católica Shalom"

Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.
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