O consumismo

     Nesta série de artigos intitulada o crepúsculo dos valores, veremos agora o consumismo.
     Com certeza, nós conhecemos pessoas que não podem ir a um “shopping center”, de tão escravas que são do consumismo, da sede de consumo. Essas pessoas somente se satisfazem, somente se realizam se consumirem cada vez mais.
     E esta doutrina, muitas vezes, invadiu os corações daqueles que já tiveram uma experiência com Cristo.
     Por vezes, nos pegamos comprando coisas que, na realidade, não são necessárias do ponto de vista de serem supridas as verdadeiras necessidades do ser humano.
     Quantas calças tem seu guarda-roupa ? E camisas ? E sandálias ? Será que você realmente precisa disso tudo ou pode se despojar em benefício dos que não têm ?
     Esta mentalidade consumista entrou tanto em nossos corações que agimos como se o nosso deus fosse o dinheiro, que determina se estamos alegres ou tristes, se podemos consumir ou não.
     É triste ver que ainda há pessoas que não aceitam repetir roupas em festas. Para toda festa, uma roupa nova, e de grife! Há jovens que praticamente forçam os pais a comprarem roupa atrás de roupa. E os pais, podendo usar a força educadora de um bom “não”, para não terem que perder tempo explicando o que diz o Evangelho e o espírito de pobreza a que somos chamados a viver, fazem tudo o que seus filhos lhes pedem.
     Isto está tão entranhado na nossa mente que às vezes dizemos frases do tipo:
     “É, fulano vive bem, tem um apartamento próprio, ganha muito bem!”
     Ora, mas será que viver bem significa necessariamente ter posses ? Sugeriria, para quem pensa assim, que fosse visitar os milionários que tentam suicídio por viverem uma vida profundamente vazia de sentido, em profunda depressão, distantes de Deus.
     Quantos ricos o Senhor salvou nos diversos seminários de vida no Espírito Santo! Pessoas que chegaram ao Seminário dando sua última chance a si mesmas! E o Senhor as resgatou.
     E nós, vivemos o consumismo ou vivemos o espírito de pobreza, definido pelo Moysés Azevedo no escrito Pobreza ?
     Diz o Fundador da Comunidade Católica Shalom: “Ser pobre é em primeiro lugar estarmos nas mãos de Deus, ser seus operários e, como fruto de nosso trabalho, esperarmos o pão de cada dia.”
     Veja, o Moysés afirma que, antes de qualquer coisa, ser pobre é estar nas mãos de Deus, ou seja, é confiar que Deus é um Pai providente, que cuida de nós e que, por isso, não devemos viver o engano da auto-suficiência ou da autoprovidência.
     Peçamos a Deus, no Espírito Santo, que nos configure a Jesus Cristo: o Pobre, totalmente abandonado nas mãos do Pai!
     Penúltimo e próximo artigo: o relativismo.
     Shalom!
     Álvaro Amorim.
     Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

2 Comentários:

Daiane comentou:

Querido Álvaro, você disse tudo. Uma vez também ouvi algo sobre consumismo que se encaixa em tudo isso que você falou e sempre que estou muito preocupada em possuir, paro pra pensar: ÀS VEZES NOS PREOCUPAMOS TANTO EM ACUMULAR BENS, SENDO´QUE QUANTO MAIS BENS MAIS PREOCUPAÇÕES, ATÉ QUE UM DIA VOCÊ JÁ NÃO TEM PAZ NA VIDA NEM TEMPO PRA DEUS POR GASTAR TANTO TEMPO FAZENDO CONTAS E CUIDANDO DESSES BENS QUE A QUALQUER MOMENTO PODEM SER LEVADOS E LEVANDO JUNTO A FELICIDADE QUE CONFIÁVA-MOS A ESSES BENS. E AÍ? QUANDOS OS BENS ACABAREM, ONDE VAI ESTÁ A NOSSA FELICIDADE?

Um grande abraço!

PS.: A propósito, o curso para as familias no Renascer foi maravilhoso. Parabéns pela sua disposição e serviço. Deus abençoe sua vida e missão.

Álvaro Amorim comentou:

Querida Daiane,
Realmente devemos colocar o nosso coração no que não passa, em Deus, pois todo o resto passará!
Deus a abençoe sempre!
Shalom!
Álvaro Amorim.

Postar um comentário