Mãe: amor de entranhas!


     Neste próximo domingo, festeja-se o Dia das Mães. Dia de alegria para muitos, dia de recordações para aqueles cujas mães encontram-se no Céu. 
     É este o meu caso. 
     Como não recordar aquela que tanto me amou e que ainda hoje me ama, intercedendo por mim junto a Jesus ? Sim! Minha mãe, juntamente com Nossa Senhora, é hoje uma forte intercessora minha!
     Aliás, ela sempre foi assim! Foi ela que me ensinou a amar Maria Santíssima, a participar da procissão em honra a Nossa Senhora no dia 13 de maio. Lembro-me de uma dessas procissões, que vai da Igreja do Carmo à Igreja de Fátima, aqui em Fortaleza. Era um dia de sábado, que tinha a lua como testemunha da fé dos filhos e filhas de Nossa Senhora.
     Como foi linda a procissão! Sabe aqueles cânticos que a gente nunca esquece ? Aqueles que nossa mãe sempre cantou e que todo mundo sabe ? “Ave, ave, / ave Maria! / ave, ave, / ave Maria! (...)”; “Magnificat, magnificat, / é o canto de amor (...)”; “Uma entre todas foi a escolhida, / foste tu, Maria, serva preferida (...)”. Nós cantávamos acompanhando a imagem de Nossa Senhora de Fátima: o “mar” de gente seguindo sua mãe. Será assim no nosso encontro com Jesus: ela irá à nossa frente, falará por cada um de nós, será nossa advogada. Ela nos apresentará a Jesus, para as nossas bodas com o Cordeiro de Deus.
     Quanta ternura tem nossa Mãe Santíssima! Creio que o dom da ternura por excelência é exclusivo de Maria. Assim Deus quis. Tudo o que é terno tornou-se assim por graça de Maria. A ternura é sua marca! Tanta ternura derrete os mais duros corações.
     Na procissão, vi um homem caminhando meio desconfiado. Sabe aquele “machão”, de bigode, que nunca dá o braço a torcer ? É! Aquele que não externa sentimentos, duro como pedra! Começou a procissão, todo mundo cantando, e ele lá, caminhando sem abrir a boca! Deve ter ido por causa da esposa ou da mãe. Começa o povo a cantar: “Tu és, Senhor, o meu pastor, por isso nada em minha vida faltará. / Tu és, Senhor, o meu pastor (...)”; “Maria, cheia de graça e consolo, venha caminhar com teu povo, nossa mãe sempre serás (...)”. Quando começou: “Mãezinha do céu, eu não sei rezar, eu só sei dizer ‘eu quero te amar’ (...)”, o homem desabou! Já não dava nem pra disfarçar: chorou mesmo, muito, deixou a ternura de Maria derreter seu coração, teve uma experiência com o amor de Deus, graças a Nossa Senhora! Que experiência! Que procissão!
     A procissão me deu uma certeza: Esta vida, tão dura, tão desafiante, um “vale de lágrimas”, só tem sentido, só tem docilidade, só tem ternura se caminharmos com Maria, a cada dia, a cada instante. Sempre com Maria, nossa Mãezinha!
     Como é bom poder falar este nome: Mãe! Melhor ainda, quando chamamos Maria de Mãe! Que nome doce, terno! É o nome da nossa Mãe!
     Mãe! Esta palavra é uma das mais significativas ao ser humano. Ela indica uma mística tão grande que nos ultrapassa. O nome mãe foi posto por Deus no mais íntimo do nosso ser. Ele é tão interior que, em várias línguas, ele inclusive é nasal: vem das entranhas ao ser pronunciado: mãe (POR), mother (ING), mutter (ALE), madre (ESP), immi (HEB), mamma (ITA), maman (FRA), moeder (HOL); só para citar oito línguas.
     Fico imaginando Jesus chamando Maria: “Immi!”. Os dois rostos se contemplando: um se vê no outro, porque Jesus é a “cara” de Maria! Humanamente Jesus só pode parecer com sua mãe, pois foi concebido pelo poder do Espírito Santo no seio de Maria, e não por homem nenhum! Por isso, ao contemplarmos o rosto de Maria, somos remetidos ao rosto de Jesus. Quem olha para a Mãe é conduzido, pelo Espírito Santo, a olhar para Cristo.
     Recordo, por fim, o enorme amor que minha mãe tinha por Nossa Senhora aqui na Terra e como ela me ensinou, desde criança, a amar a Mãezinha do Céu, fazendo-me juntar as mãozinhas e rezar junto com ela a ave-maria, a primeira oração que aprendi. Agradeço ao Senhor por ter tido uma mãe que não desistiu de mim, mesmo quando me tornei ateu, mesmo quando me afastei de Deus e o neguei! Bendito seja Deus porque as orações de minha mãe, naquele tempo do meu ateísmo, eram o último fio que me mantinha ligado a Deus e, a partir de sua intercessão de mãe, o Senhor me salvou, operou maravilhas em mim, arrastando-me ao seu coração de amor!
     Só posso agora louvar a Deus pelo Céu da mamãe, porque ganhei uma intercessora mais forte ainda, uma amiga de Deus, amiga de Maria, que continua amando este seu filho!
     Hoje, pela fé em Jesus Cristo, com a intercessão de Nossa Senhora, posso dizer em oração: “Um beijo, mamãe!”
     Shalom!
     Álvaro Amorim.
     Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

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Imagem: Álvaro Amorim e Elanir Amorim, 12/4/2007.

2 Comentários:

Anônimo comentou:

Agradeço a Deus pela minha mãe!
Que a Virgem Maria mãe de todos nós possa proteger a todas as mães principalmente aquelas que são abandonadas.

Deus abençõe vc Álvaro!!

Shalom!!!
Raiane

Álvaro Amorim comentou:

Querida Raiane,
Realmente é muito bom ter Nossa Senhora como Mãe!
Que Deus abençoe sua mãe nesse dia maravilhoso!
Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

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