Cristão deve estudar muito!

Hoje falo do estudo (que se insere na dimensão profissional da nossa vida).
Como é triste ver que nós cristãos, muitas vezes, somos contratestemunhos no mundo porque não estudamos, somos preguiçosos, relapsos. Não somente na Escola ou na Universidade, mas também para o trabalho.

Sim, todo profissional deve estudar sempre e muito! Deve aperfeiçoar-se profissionalmente, atualizar-se.
Vejamos o que diz a Santa Mãe Igreja sobre o trabalho (e obviamente pode-se estender este ensinamento ao estudo também, pois trabalha bem quem estuda muito):
"[...] O trabalho é, pois, um dever: ´Quem não quer trabalhar também não há de comer' (2Ts 3, 10). O trabalho honra os dons do Criador e os talentos recebidos. Também pode ser redentor. [...] O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrestres no Espírito de Cristo." (Catecismo da Igreja Católica, 2427, destaques nossos).
É clássica e verdadeira aquela afirmação de pessoas que não são de "caminhada":
"Esse(a) aí só quer saber de rezar, mas não estuda nada, nem quer saber de trabalhar!"
Que tristeza! Que "desevangelização"!
Como é preocupante ver jovens que passam o dia e a noite, a semana inteira, nos centros de evangelização ou na paróquia, deixando de estudar ou de trabalhar quando deveriam! Se têm um chamado de Deus para a vivência como comunidade de vida, é outra coisa: Deve ser bem discernido, com prudência, com um diretor espiritual maduro, questionador, para se verificar se não é fuga, por exemplo, de um lar problemático, de pais que os rejeitam, ou fuga de si mesmos, de se depararem com sua verdade, por medo de se deixarem transformar pelo Espírito Santo, para assumirem suas responsabilidades, sejam como estudantes somente ou como trabalhadores estudiosos que deveriam ser.
Acolhamos o que diz São Josemaria Escrivá, santo (por isto, atualíssimo), canonizado pelo hoje Beato João Paulo II (se São Josemaria tivesse escrito "tolice", não teria sido canonizado pelo Papa João Paulo II):
“Para ti, estudar é uma obrigação grave. Oras, mortificas-te, trabalhas em mil coisas de apostolado..., mas não estudas. Não serves, então, se não mudas. O estudo, a formação profissional, seja qual for, é obrigação grave entre nós. [Caminho, 334] Para um apóstolo moderno, uma hora de estudo é uma hora de oração. [Caminho, 335] Se tens de servir a Deus com a tua inteligência, para ti estudar é uma obrigação grave. [Caminho, 336] Frequentas os Sacramentos, fazes oração, és casto... e não estudas... Não me digas que és bom; és apenas ´bonzinho´. [Caminho, 337] (Grifamos)".
Shalom!
Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.
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6 Comentários:

Anônimo comentou:

Muito legal este post Álvaro!
Este ano é meu último ano de faculdade e tenho estudado muito mas não esqueço de meus compromissos com o Senhor, mesmo muitas vezes alguns não compreenderem, mas entrego tudo a Deus.
Como diz meu professor de processo penal "Estudar é um ato de coragem" Dá-me coragem Senhor.

Shalom!
Raiane
Petrolina-PE

Álvaro Amorim comentou:

Raiane,
Você entendeu tudo!
Imagine se você fosse uma aluna relapsa, que perdesse disciplinas na Faculdade de Direito! Quando você chegasse para evangelizar alguém, será que seria pelo menos ouvida ?
Que o Senhor a conceda coragem para prosseguir vivendo, no mundo, como cristã, sendo sal dessa terra!
Shalom!

Anônimo comentou:

Valeu Álvaro!

Muito oportuno e bem elaborado o texto! Vale uma boa reflexão!

Grande abraço!

Renato Gurgel

Anônimo comentou:

Excelente artigo, Álvaro.
Realmente é isso que acontece, conheço uma jovem que deixa de estudar, para passar o dia inteiro no Centro de Evangelização, dificilmente vai a escola.
O triste é ver que muitas vezes, nós que estudamos passamos por incompreensões até mesmo por parte do pastor do grupo de oração, que achava que porque faltamos o grupo na semana de prova, estamos traindo o Senhor.

Shalom!

Álvaro Amorim comentou:

Eu oro para que esse tipo de mentalidade (que acha que Deus não nos quer estudando, e muito!) caia por terra!
Com caridade, saibamos dialogar com aqueles que ainda pensam como antes do Concílio Vaticano II, achando que só quem "mora" na Igreja pode ser santo. Quem "mora" numa família (Igreja doméstica), no trabalho, também é chamado à santidade.
Shalom!

Álvaro Amorim comentou:

Renato,
Que bom que você reflete junto comigo sobre este tema, tão necessário para nós cristãos!
Shalom!

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